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Como construir uma autoestima saudável?

Pessoa a olhar-se ao espelho

A autoestima está relacionada com a forma como nos valorizamos, com o nosso bem-estar e como nos percebemos no mundo, assim como com a importância que temos para as pessoas que nos são queridas. Além disso, afeta a nossa confiança e os nossos relacionamentos pessoais.

Ter uma autoestima saudável não significa achar que somos melhores do que os outros, nem estar sempre satisfeito connosco. Significa, sobretudo, conseguir olhar para nós com realismo e com respeito: reconhecer o que fazemos bem, admitir o que corre mal sem nos destruirmos por isso, e continuar a considerar que merecemos cuidado.

De onde vem a autoestima?

A forma como nos avaliamos começa a construir-se cedo, na relação com quem cuida de nós, e vai sendo alimentada ao longo da vida pelas experiências que temos, pelas comparações que fazemos e pelas mensagens que recebemos — da família, da escola, do trabalho e, hoje, também das redes sociais. Não é, por isso, um traço fixo: muda com o tempo e pode ser trabalhada.

Sinais de uma autoestima fragilizada

  • Dificuldade em aceitar elogios e tendência para desvalorizar conquistas
  • Autocrítica constante e diálogo interno muito exigente
  • Medo de errar, que leva a evitar desafios e oportunidades
  • Dificuldade em dizer não e em colocar limites
  • Comparação frequente com os outros
  • Necessidade permanente de aprovação externa

O que ajuda a construí-la

  • Reparar no diálogo interno. Vale a pena notar como falamos connosco quando algo corre mal e perguntar: diria isto a alguém de quem gosto?
  • Distinguir o erro da pessoa. Ter falhado numa tarefa não é ser um falhado. A linguagem que usamos molda a forma como nos vemos.
  • Definir objetivos pequenos e concretos. A confiança constrói-se com experiências repetidas de competência, não com grandes decisões isoladas.
  • Cuidar do corpo. Sono, alimentação e movimento influenciam directamente o humor e a forma como nos avaliamos.
  • Escolher companhia. As relações onde nos sentimos vistos e respeitados sustentam a autoestima; as que nos diminuem, corroem-na.
  • Praticar autocompaixão. Tratar-se com a mesma delicadeza com que trataria um amigo não é complacência: é o que permite voltar a tentar.

Quando procurar ajuda

Quando a desvalorização de si é persistente, interfere com o trabalho, com os estudos ou com as relações, ou vem acompanhada de tristeza continuada e de ansiedade, vale a pena procurar apoio. Em consulta é possível compreender a origem destes padrões e treinar formas diferentes de se olhar.

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